domingo, 24 de abril de 2011

Elis

Manhã de domingo, despedida...
um boa viagem, até logo.
Varre a poeira, arrasta a cama, tá na hora.

Uma maçã, um copo de café.
Deus cuide do meu estômago e obrigado pela música.
Que seria do domingo! Entre baforadas, as coisa se ajeitam.
Limpeza da casa, da alma. Enfim, mais leve, Elis.

domingo, 10 de abril de 2011

toca pra frente, que atrás vem gente!

O sonho se revela
não é sempre que estamos preparados pra enxergar.

Depois de uma noite de raios hipnóticos,
a manhã se mostra azul celeste, nos recordando toda prece.
De olhos cerrados, surge o agradecimento,
cortando as amarras que te oprimiam.

Uma inspirada de vida já motiva o continuar  observar caminhante e, 
porque não dizer, feliz!

terça-feira, 8 de março de 2011

alcolicus anonimus

nessemovimentodomundo
euencontromeupasso
nemdoispralanemdoispracá
22pulosdesabiáprateentortar
esepararvaotepegar
naoparenaochorenaopensedemais
queavidatecobrasenaopodesmais
fiquetranmquilonaocorradepressa
oshowsócomeçaquandovocechega
orestoésóensaiodoquenaofoi

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Não adianta nadar o canal
atravessar a todo custo
quando já se sabe da maré

gente teiomosa você sabé como é
não adianta avisar, bate o pé
e ainda te chama de mané

e então, quietinho
ouço o conselho das estrelas
de teimoso viro sábio
amarelando o sabiá

que agora já não canta a toa
curte o silêncio, se guarda
para o alvorecer e o chuvisco da tarde
reaprendendo a voar
pelo simples observar

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

As vezes algo acontece
a cabeça gira, nem conseguimos entender qual a razão
o porquê de algumas coisas


Será que, na verdade, não queremos entender?

O grande problema é que sabemos as consequências
se isto, aquilo, se aquilo, aquilo outro, e quando vemos
não resta nada, tudo se esvai, e o coração sente.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

aiai

Contradição pede reflexão
quais são os limites
quais são nossas forças
vontades nada ocultas

 puro desejo

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Oásis

A chuva não pára
e eu não paro
vou sem guarda chuva
me molho
me enxugo

e meus olhos
que já foram molhados
estão secos do tempo
um deserto de areia vermelha
procurando um oásis